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Pandeiro: Do espanhol "pandero". Instrumento de percussão, ritmador, acompanhador do canto pela marcação do compasso. É composto de um aro circular de madeira guarnecido de soalhas, e sobre o qual se estica uma pele de animal, que se tange batendo-a com a mão. Foi trazido ao Brasil pelos portugueses, que o obtiveram através de romanos e árabes. Faz parte da orquestra de instrumentos da capoeira angola e regional.
Panhe a laranja no chão tico-tico: É a música de uma antiga brincadeira de roda infantil, tocada no berimbau e a letra cantada nas rodas de capoeira: "Panhe a laranja no chão tico-tico, se meu amor for embora eu não fico".
Parada de Mão: O mesmo que bananeira.
Pastinha: Mestre de capoeira muito famoso e um dos mais importantes, pois foi ele que "criou" a capoeira angola, que é a base de toda a capoeira, ele pegou aquela capoeira de rua e deu objetivos e fundamentos passando a ensinar em academias
Patuá: (1) Pequeno saquinho contendo axé (coisas de poder mágico), que fica em contato com o corpo de quem o carrega. (2) Amuleto de proteção. (3) Patuá - Batista Caetano deriva de patigua, contraído em patuá de patauá, designando o cesto que as mulheres traziam às costas, amarrado à cabeça, com os pertences da rede. Simão de Vasconcelos, falando do estado de miséria em que viviam os índios, ao comentar o seu enxoval diz que "vem a ser uma rêde, um potiguá (que é como caixa de palhas) para guardar pouco mais que a rede, cabaço, e cuya: o pote, que chamam igacaba, para os seus vinhos: o cabaço para suas farinhas, mantimentos, seu ordinário: a cuia para beber por ela: e o cão para descobridor das feras quando vão caçar. Estes somente vem a ser seus bens moveis, e estes levam consigo aonde quer que vão: e todos a mulher leva às costas, que o marido só leva o arco". Por analogia, patuá hoje em dia passou a designar um pequeno saquinho contendo axé (coisas de alto poder mágico) e que, conforme o preceito, quem o carrega, tem que usá-lo em contato com o corpo.
Pé do Berimbau: Posição em frente ao berimbau
Pesca Do Xaréu:
1ª parte: Os descendentes dos escravos africanos continuam a pescar xaréu no litoral da Bahia. No início pescavam também baleia.
Atualmente vivem no litoral e pescam nas praias de Armação, Chega-negro, Carimbamba.O xaréu é um grande peixe, de carne escura,
que anualmente, no seu ciclo de vida, vem cumprir a sua função procriadora da desova. Aparece nas praias nordestinas, principalmente
nas da Bahia, na época do calor, procurando um clima mais quente, entre outubro e abril.
2ª parte: O Tendal: No período que acontece a pesca do xaréu, os pescadores e suas famílias trabalham preparando e reparando as redes.
A rede é imensa, feita de vários rolos de fios bem fortes e resistentes. As chumbadas são derretidas e preparadas para colocar nos
mil metros da corda. É a preparação para uma das mais emocionantes pescarias da Bahia.
3ª parte: Os Mestres De Terra E Mar: Mais de cinqüenta pescadores se submetem ao comando de um chefe geral, ajudado pelo mestre do
mar e o mestre de terra que coordenam e comandam as operações em terra e mar. Eles usam calção e chapéu de palha. O mestre de terra
usa um apito pendurado no peito e um bastão com um arpão na ponta, para pegar peixes que fogem da rede. Cada mestre tem um grupo de
uns vinte homens sob seu comando.
4ª parte: A Rede No Mar: A rede imensa é colocada numa jangada muito pesada, que desliza sobre troncos, rolando até dentro da água.
Os remadores vencendo a arrebentação forte do mar colocam a rede dentro d'água e prendem nas amarrações. Começam os cantos para que
a pescaria seja farta.
5ª parte: O Peixe Na Rede: Aproximam-se os cardumes de xaréu. As canoas pequenas levam os mergulhadores e o mestre do mar. Os
pescadores mergulham, correndo grande perigo, dentro da rede para verificar se os peixes já estão presos. Depois voltam à tona e
aguardam o sinal que o mestre do mar dá com um apito. Depois o mestre faz sinais com o chapéu de palha para a praia dizendo se há
pouco ou muito peixe. Começa a grande labuta que é uma festa. O mestre de terra trabalha em conjunto com o mestre do mar. Começa
a puxada da rede. As mulheres dos pescadores e o povo da praia ajudam para ganhar o "lava-pé" (peixe pequeno de graça). A rede vai
sendo puxada enquanto os pescadores cantam batendo o ritmo com os pés, sincronizando o trabalho.
6ª parte: O Peixe Na Praia: As duas pontas das redes vão se aproximando, e breve ela deixará na praia o presente do mar. Inúmeros
peixes enormes prateados que pulam, ainda vivos. Chegam os "jegues" (burricos) que vão levar o peixe para ser vendido, ou os
"caminhões de xaréu", quando a pesca é muito farta. A rede é recolhida e todos cantam para a Rainha do Mar, agradecendo a boa pescaria.
Pisão: Golpe traumatizante onde o capoeira lança rapidamente a perna que está atrás da ginga contra o adversário, atingido a região do abdômen com o calcanhar. Semelhante ao movimento de Benção.
Ponte: - Posição em que o indivíduo enverga o corpo para trás, ficando com os pés e as mãos no chão na posição de uma ponte.
Ponteira: Golpe de linha em que o capoeirista ergue a perna dobrada e chuta o adversário com o peito do pé.
Ponteiro: Golpe de linha em que o capoeirista ergue a perna esticada e chuta o adversário com o peito do pé.
Puxada de rede: É um ritual africano. Hoje em dia é comum a representação da puxada de rede em espetáculos folclóricos, com o objetivo de mostrar e homenagear essa belíssima tradição. Uma peça teatral, encenada por capoeiristas, que simula uma pescaria, geralmente demonstrada em apresentações e cerimônias de batismo.