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Abadá: (1) Túnica branca, de mangas perdidas que os negros Malês vestiam para a oração noturna, em certas noites de lua. (2) É uma calça folgada, de cor branca, feita de elanca usada pelos capoeiristas. (3) Camisolão comprido e folgado usado pelos nagôs, semelhante ao traje nacional de Nigéria. Na Capoeira Abada significa a roupa ou o uniforme do Capoeirista.
Abará: Pequeno bolo de feijão, ralado sem a casca, condimentado e cozinhado em banho-maria envolvido em folhas de bananeira.
Afoito: É um capoeirista ancioso ou tenso.
Afoxé: Procissão ritual de um candomblé, que durante o Carnaval vai se misturar com a festa popular
Agogô: Instrumento idiofone, constituído por uma dupla campânula de ferro, que se percute com um pedaço de metal, produzindo dois sons, um de cada campânula. Esse instrumento faz parte da orquestra da roda de capoeira angola e outras manifestações afro-brasileiras
Amazonas: Toque de Berimbau. É o toque festivo, usado para saudar mestres visitantes de outros lugares e seus respectivos alunos. É usado em batizados e encontros.
Angola: (1) Nome de um país africano. José Matias Salgado diz que o nome primitivo era Ndoango, que os portugueses fizeram Dongo ou Ndongo como registra Quintão, traduzido por canoa grande. Na língua bunda esta palavra dongo significa um tipo de embarcação, a canoa, toda construída de um só pau; sendo muito semelhante à figura do reino de Angola, deram-lhe os antigos o nome de Dongo, que parece bem apropriado. O nome atual de Angola foi dado pelos portugueses, pelo fato de os reis ou sobas da região serem chamados Ngola, daí a origem do topônimo Angola. (2) Designa a capoeira chamada Angola, em oposição àquela chamada Regional. (3) Designa um dos toques de berimbau para o jogo de capoeira. (4) Nome de um país africano; um estilo tradicional de capoeira, a primeira capoeira, a mae da capoeira.
Angolêro: Corruptela de angoleiro, derivado de Angola. Designa o jogador da capoeira chamada Angola.
Angolinha: É uma variação um pouco mais rápida do jogo de angola, serve para aumentar o ritmo quando o jogo vai mudar.
Apelido: Nome de Guerra dado para um jogador no curso dele treinamento, às vezes como separa de uma iniciação do batizado. Na época em que a capoeira era proibida, os capoeiristas adotavam um apelido com o intuito de não serem reconhecidos pela polícia ou pelas autoridades. Os apelidos tornaram - se uma tradição da capoeira e são utilizados até os dias de hoje.
Aquiderreis: Corrutela de Aqui d`el Rei. Era a maneira de pedir socorro, antigamente, por se supor ser o rei o único capaz de socorrer e proteger alguém.
Arame: Corda de aço, geralmente retirada de pneus de carros, utilizada na confecção de berimbaus.
Armada: Golpe contundente do jogo de Capoeira. Um dos movimentos giratórios básicos do jogo, no qual o capoeirista gira sobre seu eixo, com uma das pernas estendidas horizontalmente, visando atingir o adversário com o lado externo do pé, nas costelas ou na cabeça.
Arrastão: Queda aplicada por um jogador, que puxa ambas as pernas do oponente por baixo, levantando-o do chão.
Aruandê: Trata-se do vocábulo Luanda, acompanhado de um a protético, seguido da troca do l pelo r na referida palavra e um ê exclamativo. Daí a composição a + Luanda + ê.
Ataque: Quando o capoeirista projeta um movimento ou golpe contra o adversário.
Atabaque: Do árabe "at-tabaq" que quer dizer "prato". Instrumento de percussão de origem árabe. Possui formato de barril com couro amarrado em sua boca e amarrado somente de um lado, onde se toca com as mãos. Esse instrumento é usado para marcar o ritmo das danças religiosas e populares de originárias da África, ou influenciadas pela cultura africana. Faz parte da orquestra das rodas de capoeira.
Aú: Movimento básico do jogo de Capoeira, utilizado como fuga e deslocamento. Projetando-se lateralmente, o capoeirista leva as mãos ao chão (uma, depois a outra) apoiando-se nelas enquanto eleva as pernas, como se "plantasse uma bananeira", completando o giro e voltando à posição inicial, de pé.
Aviso:
Segundo Waldeloir Rego, Mestre Canjiquinha (Washington Bruno da Silva) usava um toque chamado de "Aviso", que seu mestre Aberrê dizia ser tocado por um observador,
um tocador que ficava num oiteiro, vigiando a presença do senhor de engenho, capitão do mato ou a polícia. Tão logo era sentida a presença de um deles, os capoeiristas
eram avisados por meio desse toque. Em nossos dias, o comum a todos os capoeiras é o toque chamado "Cavalaria", usado para denunciar a presença da polícia montada, do
conhecido Esquadrão de Cavalaria, cuja grande atuação na Bahia ocorreu no tempo do chefe de polícia chamado Pedrito (Pedro de Azevedo Gordilho), que perseguia candomblés
e capoeiristas, passando para o folclore, através da imaginação popular, em cantigas como:
Toca o pandeiro
Sacuda o caxixi
Anda depressa
Qui Pedrito evém aí.
Axé: (1).Cada um dos objetos sagrados do orixá (pedras, ferros, recipientes, etc) que ficam no peji das casas de candomblé. (2). Alicerce mágico da casa do candomblé. (3). Força mágica, ou objeto possuidor de atribuições ligadas às divindades africanas.